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A era da música digital chegou com tudo, e os números de vendas de
discos continuam caindo vertiginosamente. Como divugar sua música num
cenário como esse? O Envydust tenta responder esta pergunta com o
lançamento de “UM”, o seu novo álbum, lançado pela Travolta Discos em
março de 2008.

Banda e selo traçaram uma estratégia ousada: o álbum vem em embalagem
digipack luxo, com 28 páginas de encarte totalmente coloridas, indo na
contramão das bandas que hoje em dia lançam discos com encartes pobres
ou simplesmente soltam as músicas diretamente na internet. Para
completar, o disco é vendido a R$5. Muitos achavam que a estratégia
seria suicida, mas ela se mostrou eficaz logo de início, quando a
banda esgotou a primeira tiragem de 1.000 cópias no dia do lançamento.
Hoje, 3 meses depois, já ultrapassaram a marca das 2.500 cópias, sem
nenhuma distribuição nacional.

Esse segundo disco vem consolidar o Envydust como um dos grandes
expoentes do seu estilo no país, coroando uma trilha bem sucedida que
a banda vem trilhando desde 2003, com participações em turnês
internacionais no Brasil, como Hopesfall, Satanic Surfers, The Used,
The Draft, Propaghandi, e marcando presença em alguns dos maiores
festivais independentes do país, além das listas de melhores do ano,
pavimentando o caminho para um sem número de bandas que hoje fazem um
som similar.

“UM” não é ousado somente em sua estratégia de venda. O disco é
temático, conta com três histórias, cada uma com quatro músicas,
entrecortadas por dois interlúdios, num total de uma hora de som ao
longo das 14 faixas. Neste novo trabalho, o Envydust ampliou ainda
mais os limites de calmaria e violência estabelecidas em “Quando estar
vivo não basta”, seu álbum de estréia lançado em 2005, e ainda
apresentou elementos eletrônicos e outras experiências musicais. Arte
e música se completam, formando uma obra que deve ser digerida,
interpretada, decifrada, curtida.

Uma resposta para “português”

  1. e q venha o proximo disco :D

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